terça-feira, 7 de outubro de 2014

Como conscientizar e educar pessoas?

Educar e conscientizar: uma missão que está presente no dia a dia de muitas pessoas e profissionais.

A missão de educar e conscientizar está presente no dia a dia de muitas pessoas e profissionais. São pais ensinando regras do mundo aos seus filhos. São professores que ensinam conteúdos de ciências, história, matemática; um enfermeiro que sensibiliza o paciente a tomar corretamente uma medicação; um gerente que explica a seu funcionário a implantação de um novo programa.
“Educação” sempre remete à escola, porém, segundo o dicionário Houaiss, é muito mais que isso: “é processo para o desenvolvimento harmonioso das faculdades humanas”. Em outras palavras “educar” é proporcionar acesso para que um indivíduo faça ações simples como comunicar-se, cozinhar, até poderes mais complexos como gerir uma empresa ou um país. E a conscientização é algo complementar à educação, é fazer com que uma pessoa saiba/conheça algo.
Para o ilustre Paulo Freire, educador e filósofo, a educação e a conscientização constrói uma gama de conhecimento que permite ao indivíduo uma crítica de sua realidade, de sua história. Para Freire, é desta forma que pessoas se tornam realmente independentes e livres. Assim, podem fazer escolhas benéficas para si e não deixar se levar por charlatães.
O processo de educação e conscientização está presente também na cidadania - direitos e deveres, assim como na consciência política, não somente no sentido partidário, mas de posicionamento do indivíduo dentre as relações de poder existentes na sociedade. E, voltando aos exemplos do início do texto, o processo de educar e conscientizar está presente cotidianamente em muitos momentos.
Não raro, viver e trabalhar com ou para pessoas requer estas competências e não apenas “passar” informação. Um entrave, pois muitas vezes os ouvintes não assimilam o que foi orientado e de quem é a culpa? Em grande parte do locutor da informação. Isto tem várias explicações.
Antes do mesmo transmitir a informação, ele sabe para quem vai comunicar, procurou saber com antecedência ou até mesmo no momento sobre a pessoa ou público receptor? Que nível de alfabetização este público possui? Existe algum déficit intelectual ou sensorial (ouvir e ver)? Qual a sua cultura? Idade? A informação propagada é de interesse, de alguma forma, do indivíduo ou tem alguma ligação com sua vida? O comunicador contextualizou o que vai ser informado? Sensibilizou sobre os prós e contras? Ele solicitou feedback para verificar se a informação chegou e foi entendida satisfatoriamente? Com alguns destes cuidados e é claro, existem outros mais, que vão permitir que uma criança entenda o que é certo ou errado; que o paciente compreenda sobre a importância de tomar um medicação corretamente; que um funcionário aprenda e execute um novo procedimento.
Como é possível ver: a comunicação seja ela verbal, não verbal ou alternativa está intimamente ligada à educação e conscientização. Construções que, se bem feitas, podem mudar vidas e uma sociedade inteira.
FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979. HOUAISS, Antônio. (1915-1999). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Eliana Yagi,

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